quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Baía da Marmota

só tomem cuidado com os sharks...

Baía da Marmota from Cristiano Bins on Vimeo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Jeffrey´s Bay

Foram oito dias em J-Bay...
Além da agradável companhia do casal Mauro e Ana, Netuno colaborou para uma estada memorável naquele mágico point de direitas.
A "cobra fumou", literalmente... 3,4,5,6,7,8 pés, para todos os gostos! Golfinhos na água, vento terral invariável, crowd razoável para uma onda daquele nível, muito bem acomodados à poucos metros de Supertubes.
Uma semana dos sonhos, pode-se dizer!
Curtam o vídeo!!!

Jeffrey´s Bay from Cristiano Bins on Vimeo.

sábado, 1 de agosto de 2009

Cape Town, South Africa













I'm out!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vai um café aí?

Resolvi desbravar Coffee Bay na "pilha" de outros backpackers que conheci ao longo da viagem. Todo mundo falava tanto e tão bem do lugar que não pude resistir. Deixei Durban, após uma semana de surf e relax na praia de Ansteys - onde fui muito bem acolhido no backpacker da família Palmboom - e embarquei no ônibus rumo ao desconhecido...
O Bazbus não passa por lá. Pra chegar é preciso pegar um transporte independente desde Mthatha, cidade onde o sábio Nelson Mandela cresceu e viveu durante alguns dos seus anos de liberdade, antes da instituição do apartheid.

Fui deixado em um posto de gasolina na beira da estrada, esperando que meu backpacker, previamente "bookado", providenciasse meu transporte até o lugar. Esperei um tempo, tentei me informar com outros turistas que encontravam-se no local, mas ninguém sabia de nada... Só havia uma van para fazer o transporte até Coffee Bay e ela estava lotada de hóspedes de um hostel concorrente.
Pedi a um grupo de turistas que tomassem conta da minha bagagem e fui até o telefone público localizado dentro da loja de conveniências do posto. Liguei para o albergue e eles sequer sabiam que eu estaria me hospedando lá pelas próximas três noites, mas logo tranquilizaram-me informando que haviam vagas e que o cozinheiro - um dos sócios do estabelecimento - estava na cidade comprando mantimentos para a semana logo me apanharia no posto onde esperava impacientemente.
Meia hora após meu telefonema um simpático sujeito chamado Roco apresentou-se como sendo minha salvação(carona). Embarquei no carro e pegamos estrada.

De Mthatha à Coffee Bay são mais de 100 km de percurso. A estrada que liga um lugar ao outro é daquelas "tinhosas", bastante estreita e repleta de perigosos buracos. No caminho, campos e mais campos já quase secos devido à falta de chuva na região, montanhas e vales repletos de casas circulares e coloridas, algumas verdes, outras brancas, todas com telhados de palha e um estranho retângulo cinza pintado na parede oposta à porta de entrada. Roco explicou-me que as cores destinguem as diferentes tribos que habitam a região e que o desenho retangular é feito para enganar os maus espíritos, que acabam dando de cara na parede ao confundí-lo com a porta de entrada dos lares, uma crença bastante curiosa.
O dia chegava ao seu fim quando desembarcamos no Sugarloaf Backpackers, um casarão todo envidraçado à margem de um quase seco riacho, que na estação de chuvas têm suas águas conectadas ao mar. Um lugar lindo demais - quase paradisíaco - com mesas no gramado para refeições ao ar livre, espaço para fogueira(fire-place), redes à margem do rio para uma ciesta e alguns cachorros soltos para fazer companhia àqueles que viajam sozinho...

No dia seguinte acordei ansioso para conferir as condições do mar, mas não me entusiasmei muito com as ondas que vi. Apesar de perfeito, o mar estava bastante baixo. Uma leve brisa no sentido offshore esculpia gentilmente as pequenas ondas que quebravam ao longo da extensa baia. Alguns turistas europeus aventuravam-se em suas primeiras lições de surf, um grupo de jovens locais apareceu para me fazer companhia, curiosos com a câmera que carregava...
Fiz umas imagens e voltei pra pousada decidido à dar uma queda e "pagar para ver" o que o mar teria a oferecer. Enquanto preparava meu equipamento para o surf, Roco perguntou o que eu tinha achado do mar, e insistiu que antes de me atirar nas pequenas ondas Coffee Bay, fosse à praia ao lado conferir as condições do point break conhecido como "Bomvu", onde as ondas poderiam estar melhores...

Após uma curta caminhada avistei o local indicado pelo generoso amigo e não acreditei no que vi... Uma pequena baia com fundo rochoso, onde uma divertida direita quebrava de uma ponta à outra da praia sem ninguém na água. Voltei correndo para buscar minha prancha e surfei sozinho por cerca de uma hora. Estava bastante paranóico com os tubarões que habitam o lugar, tentando não pensar muito neles, o que era bastante difícil...

Nos dois dias seguintes o mar ganhou força e um pequeno crowd apareceu para compartilhar as ondas e o risco de um ataque... Na África do Sul, quanto mais gente na água menores as chances de você ser o "escolhido".
Deixei Coffee Bay consolado com o que estaria por vir, Jeffrey's Bay seria meu próximo destino...


Coffee Bay from Cristiano Bins on Vimeo.

Trilha Sonora by Cesar Funck

domingo, 26 de julho de 2009

I Love Rugby!

Um jogo truncado, onde homens - quase gladiadores - disputam forças correndo atrás de um bola, que nem bola é... Mais parece um ovo. Isso é o Rugby, um dos esportes mais populares entre os sul africanos e muito pouco conhecido no Brasil.

Ontem foi o dia do jogo do ano aqui, um verdadeiro clássico!
Os Springboks(sul africanos) enfrentariam os All Blacks, a conhecida e renomada equipe da Nova Zelândia.
O jogo estava marcado para às 5:00 PM, mas desde cedo os fanáticos torcedores já se concentravam nos pubs ou em suas casas para a esperada partida.
Para sorte dos não adeptos ao bárbaro esporte, o line up de Jeffrey's Bay estava reduzido à poucos surfistas, cerca de 10 sortudos. Eu, Maurinho, Shaun Thompson (que deixou pra ver o VT mais tarde) e outros "desencanados".

Os sul africanos ganharam a partida por 28 pontos contra 19, e nós ganhamos a chance de surfar J-Bay sem o tradicional crowd . Tava bom demais!!!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Another Epic Day at J-Bay

Mais um dia dos sonhos por aqui...

Ondas de 6 pés, vento terral e séries frequentes...
Dei duas "quedas" longas e tô simplesmente "demolido".
Meu corpo todo dói, mas não deixo de sorrir! Não lembro da última vez em que tive isso na minha vida: Surf de ótima qualidade por vários dias seguidos!

Não consigo descrever as ondas boas que surfei hoje, pois foram muitas.
África do Sul is the place to be! Peguei mais ondas nessa semana do que em 1 mês em Bali (isso foi em 2001)... sem exageros.

Pena que faz tanto frio...
Tentei comprar um par de botas e uma touca de neoprene pra amenizar a friaca, mas não rolou... Caminhei uns 2 km até o centro da cidade e todas surf shops estavam fechadas antes das 5:00 PM.
Será que em dias de mar clássico o comércio fecha mais cedo???
Não é má idéia...
Vou dormir cedo pra ver se amanhã consigo ser um dos primeiros na água.
Abraços e boa noite!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Onda de Ouro

J-Bay amanheceu revoltada. O swell previsto entrou de fato, porém a formação das ondas não estava das mais acertadas.
Algumas séries entravam varrendo, pouca gente na água, chuva, frio e um vento terral forte.
Surfei pela manhã com a maré seca e tomei uma surra do mar! Remei feito um condenado, dropei algumas, mas nenhuma encaixou na bancada "daquele jeito"... Saí frustrado e congelado da água.


Voltei pra casa, tomei um banho quente, almocei, dei uma leve cochilada no chão da sala pra ver se endireitava a coluna velha de guerra...
Lá pelas 4:00 PM, a maré estava mais cheia e um arco-íris surgiu no céu, como que um indicativo do caminho para o pote de ouro.
Coloquei o long molhado, batendo queixo de tanto frio, e fui atrás do tesouro escondido.



A longa remada até o outisde quase que me esgotou, mas fui em frente. Sabia que, mesmo naquelas condições bizarras, algumas ondas estavam encaixando perfeitamente. Era apenas uma questão de paciência e escolha.
Após umas três ondas que não foram o bicho, remei de novo para o outside, onde alguns coroas na casa dos 50 anos disputavam a remada contra o vento terral. Dentre o seleto grupo de experientes surfistas, reconheci a lenda viva sul-africana, Shaun Thompson. O cara já foi campeão mundial, ator e é reconhecido mundialmente pelo seu surf e carisma.
Não recebi nenhum sorriso dele, mas ganhei de presente uma bela onda.
A série entrou e ele deixou escapar a onda de ouro do meu dia!
Dropei a bomba e acelerei pra passar a sessão que se armou alguns metros à frente. Após vencida a parte ruim, uma enorme e extensa parede se armou, parecendo uma onda sem fim...
Puxei um cut back e esperei ela "emparedar". Que linda avenida!!!
Peguei um tubo no alto da onda, acelerei mais, outro cut, e no inside coloquei pra dentro de uma verdadeira "casa"... Andei uns bons metros por dentro e saí no limite, antes da onda inteira explodir quase em cima das pedras. Apontei minha prancha pra beira da praia e saí do mar com um sentimento de dever cumprido. Com certeza foi outra daquelas ondas que jamais esquecerei! A onda de ouro do meu dia.



Pra finalizar, algumas palavras do mestre Shaun, que deixou passar a onda que poderia ter sido dele, mas não foi! hahaha

"I will never turn my back on the ocean

I will always paddle back out

I will take the drop with commitment

I will know that there will always be another wave

I will realize that all surfers are joined by one ocean

I will paddle around the impact zone

I will never fight a rip tide

I will watch out for other surfers after a big set

I will pass on my stoke to a non-surfer

I will ride, and not paddle in to shore

I will catch a wave every day, even in my mind

I will honor the sport of kings"

Valeu Shaun, obrigado netuno!!!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Jeffreys Bay - primeiros dias

Jeffreys Bay está na lista das ondas mais desejadas de nove em cada dez surfistas que conheço! Perfeita, tubular e extensa - a ponto de cansar as pernas - lembra aqueles desenhos que tanto rabiscava durante às aulas de química no colégio.



A onda é tão espetacular, que nem o frio de "bater o queixo" ou a presença de tubarões brancos espantam àqueles que buscam uma experiência única em termos de wave riding.
Cheguei, estratégicamente, após o termino da etapa do WCT, quando todos os prós e seus tietes já haviam debandado da cidade, deixando o line-up do pico menos congestionado e mais harmônico.
Pedi para o motora do Bazbus me deixar no Cristal Cove Guest House, onde encontraria o Mauro e a Ana, meus companheiros de África daqui por diante!

Alugamos juntos um flat na cara do gol, a poucos metros da sessão conhecida como Super Tubes. Um nome bastante sugestivo....
Nos dois primeiros dias pegamos boas ondas. Um pouco pequenas para os padrões locais, porém super divertidas para o nosso padrão de surf. Deu pra sentir o potencial do lugar, testar diferentes pranchas, conhecer seu fundo rochoso e preparar pernas e braços para o que estava por vir.
Acordamos hoje bem cedo, o sol mal havia se apresentado, já as ondas...
Após o check, uma xicára de café quente e algumas torradas, parafinamos nossas pranchas e corremos para o mar!!!
As ondas estavam incríveis! O vento terral soprava forte, séries de 6 pés "bombavam" sem parar e o crowd não estava dos piores.

Na primeira sessão do dia peguei uma das - senão a mais - longa onda de minha vida!!!
Sério! Foram uns 300 metros de êxtase, muita velocidade e quatro tubos!!! Juro que não é mentira!!! Mas se não quiser acreditar tudo bem...
Nunca havia sentido aquilo! Que sensação aquela... Um verdadeiro expresso!
Tive que sair do mar e voltar caminhando até o inicío da bancada, com sorriso de orelha à orelha e vontade de pegar mais umas quantas iguais.
Amanhã a previsão do swell está prometendo muito mais! Vou ver se durmo agora pra comprovar.

As fotos retratam um pouco de tudo isso, mas estar lá dentro e ver a "coisa" de perto só pra quem se aventurar por essas bandas...
Fui!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Começando por onde parei...

Embarquei no Bazbus às nove da manhã de sexta-feira. Já era hora de deixar Joburg.
Tive que pagar pelo transporte até o centro, o que me custou mais do que minha estadia no Mufasa Backpackers, mas tudo bem... Nem foi tão caro assim.
O Bazbus passa nos diversos backpackers de cada cidade de sua rota, mas como estava mais afastado do centro - em Benoni - tive que me deslocar até um hostel melhor posicionado para embarcar junto aos outros viajantes.
De Johannesburg à Durban, foram 600 km de visuais e boas companhias no "bus". No meio do caminho, deixamos alguns passageiros e "arrecadamos" outros em Drakensberg, região montanhosa muito visitada pela "turistada". Sou mais mar do que da montanha e resolvi deixar pra conhecer as belezas do lugar e desfrutar de sua magnífica paz em um outra oportunidade, quem sabe quando estiver mais interessado em fazer trilhas do que em surfar...
Da estrada pude avistar paisagens incríveis: algumas fazendas, um lago imenso que não lembro do nome, a neve no topo das montanhas, um pôr-do-sol daqueles... Chegamos ao destino já à noite e acabei optando por ficar no mesmo hostel do pessoal que me acompanhava no Bazbus, bem no centro de Durban. Após o jantar e alguns drinkes, saímos todos juntos em busca de diversão na movimentada Florida Road, onde diversos pubs e boates estão localizados. Lots of fun!!!
Acordei "daquele jeito" e tive que correr contra o tempo(check out time) pra conseguir organizar a minha ida até o Bluff, região mais afastada ao sul de Durban. Meus próximos dias seriam de surf e tranquilidade, longe do movimento do grandes centros...

Time to leave... from Cristiano Bins on Vimeo.

No Connection

Estive sem ou com restrito acesso à internet nos últimos dias. 10 últimos...
Surf e diversão em Durban, viagem à paradisíaca Coffee Bay e neste exato momento desfruto da companhia do meu amigo Maurinho e sua respectiva(a Ana) à poucos metros da tão sonhada onda de Jeffrey's Bay.
To cheio de fotos e videos pra colocar no blog. Vou fazendo isso aos poucos, entre uma sessão e outra no Super Tubes. OK?